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O caminho de volta

  • Foto do escritor: Vitor Araujo
    Vitor Araujo
  • 15 de jul. de 2021
  • 1 min de leitura

Sinto que não sou quem era, estou só num longo deserto

procuro em vão aquele homem, que se perdeu no caminho,

que um dia foi tão feliz, porque te tinha bem perto

sendo alguém tão diferente, bem menos triste e sozinho.


Sei que queres que a tua paz, nesta ferida que não cura

acalme esta dor profunda e invada todo este ser,

quero um tempo que não volta, nesta travessia dura

por saber que ao acordar, não te voltarei a ver.


Só na música eu encontro, o conforto que me acalma

pequena réstia de luz, para dar sentido à vida,

visto com alguns poemas, o coração e a alma

tudo o que podia querer, nesta Terra prometida.


E eram tantos os teus sonhos, que alguns serão agora

a missão que hoje em diante ficará na minha história,

plantar sorrisos nos outros, vou por essa estrada fora

recordando um olhar doce, que é eterno na memória.


São formas que encontrei para estar contigo

por todos os momentos tão felizes,

em que ambos fomos crianças à solta,

ajuda-me no rumo que agora sigo,

pois vou com as palavras que me dizes,

encontrar de novo, o caminho de volta.



 
 
 

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