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Sensibilidade e bom senso

  • Foto do escritor: Vitor Araujo
    Vitor Araujo
  • 6 de set. de 2020
  • 1 min de leitura

Vivemos tempos em que a convivência com todos os tipos de extremismo, está cada vez mais presente, em cada um dos momentos que compõem a película que é a vida. No entanto, nem sempre a nossa capacidade para lidar com esse facto acompanha esta realidade a cem por cento. Ficamos por isso, baralhados, perdidos, incrédulos, sem saber bem o que pensar e por aí permanecemos. Há os que procuram situar-se exatamente nos polos da existência, sem medir qualquer distância e traduzem essa caraterística, tanto em palavras como em atos. Tem de ser dessa forma, senão ninguém se safa (dizem). Outros tantos, tentam desesperadamente tornar-se invisíveis, para que não se notem os resultados das ações praticadas, que, no entanto, acabam por ser tão notadas e consequentes como as anteriores. O bom senso é quase tratado como uma “crença” antiga, fora de moda e completamente inútil, para resolver as questões do presente. Assim sendo, estamos perante o total fracasso das sociedades modernas, resultado da aplicação constante dos radicalismos, contra os quais na maior parte das vezes estamos, mas nos quais acabamos muitas vezes por cair sem quase nos darmos conta. A esperança, está no ressurgimento de mentalidades, principalmente as mais jovens, que se traduzam em novas formas de estar e perspetivar o presente e o futuro… mais dotadas de uma sensibilidade e equilíbrio que terão forçosamente de ser praticamente inatos (uma vez que os exemplos que têm não são os melhores) e que os levem a novas tomadas de posição perante os problemas do mundo, realinhando-se com este, no sentido da recriação de uma harmonia há muito esquecida e praticamente extinta.

 
 
 

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